Não seria fácil, mas Sarkozy tinha tudo planejado. Ele receberia, literalmente, uma mãozinha em seu plano maléfico. No jogo em Paris, Os irlandeses venceram, no tempo normal, por 1 a 0. O resultado levou a partida para a prorrogação. E, aos 13 minutos, da primeira etapa, a vingança começou. Henry desceu pela linha de fundo, e deu um senhor tapa (quase uma levantada de vôlei) na bola antes de cruzar para Gallas classificar les Bleus. O árbitro, encoberto, não viu a mamata.
O episódio teve repercussão internacional, com várias federações pedindo à Fifa a anulação da partida. Nos bastidores, porém, a fofoca correu solta, e a história das caixas, camarotes e centímetros a menos do presidente francês parecia pólvora entre os políticos e defensores dos oprimidos mundo afora, pouco acostumados com barracos-públicos-super-emocionantes.
Quando Sarkozy agradeceu publicamente a Henry por ter lavado sua honra, pegou fogo de vez. O governo irlandês fez questão de sacanear o francês publicamente, falando que o gol de mão era realmente um “golpe baixo”.
Mais ofendido que nunca, Sarkozy rompeu relações, e prometeu nunca-mais-ficar-de-bem-até-o-ano-que-vem. O próximo passo seria ainda mais articulado. Seria o barraco entre França e Irlanda uma reedição, cinquenta anos depois, da Guerra do Futebol entre Honduras e El Salvador??
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