quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma mãozinha na vingança

Sem conseguir ingressos após cinco horas entre sovacos e sopapos, Sarkozy teve que se contentar em assistir ao jogo de Dublin pela televisão. Com 1 a 0 no placar, bastava um empate em casa para o presidente garantir uma visitinha à África do Sul em 2010 e deixar o engraçadinho (mais) nanico vendo pela TV a seleção dos outros.

Não seria fácil, mas Sarkozy tinha tudo planejado. Ele receberia, literalmente, uma mãozinha em seu plano maléfico. No jogo em Paris, Os irlandeses venceram, no tempo normal, por 1 a 0. O resultado levou a partida para a prorrogação. E, aos 13 minutos, da primeira etapa, a vingança começou. Henry desceu pela linha de fundo, e deu um senhor tapa (quase uma levantada de vôlei) na bola antes de cruzar para Gallas classificar les Bleus. O árbitro, encoberto, não viu a mamata.



O episódio teve repercussão internacional, com várias federações pedindo à Fifa a anulação da partida. Nos bastidores, porém, a fofoca correu solta, e a história das caixas, camarotes e centímetros a menos do presidente francês parecia pólvora entre os políticos e defensores dos oprimidos mundo afora, pouco acostumados com barracos-públicos-super-emocionantes.

Quando Sarkozy agradeceu publicamente a Henry por ter lavado sua honra, pegou fogo de vez. O governo irlandês fez questão de sacanear o francês publicamente, falando que o gol de mão era realmente um “golpe baixo”.

Mais ofendido que nunca, Sarkozy rompeu relações, e prometeu nunca-mais-ficar-de-bem-até-o-ano-que-vem. O próximo passo seria ainda mais articulado. Seria o barraco entre França e Irlanda uma reedição, cinquenta anos depois, da Guerra do Futebol entre Honduras e El Salvador??

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