
Geisy comeu o pão que o diabo amassou, foi à fossa, ficou na lama. Depois viver como um cachorro, assim tão humilhada, ela foi rechaçada da universidade e depois readmitida para manter as aparências. Ainda sem saber que seria cotada para ser capa da playboy, a coitada passou a acreditar que o vestido era amaldiçoado. A melhor forma de se livrar de uma maldição, é passá-la adiante e Geisy sabia muito bem disso por causa de suas origens ciganas. Ela podia ter doado a roupa para uma intituição qualquer, mas, não sendo boba nem nada, também quis tirar o dela. Decidiu leiloar a peça.
O anúncio do leilão gerou ainda mais polêmica. Dirigentes da Uniban, incluindo o reitor, afirmaram que queria acompanhar tudo de perto e resguardar o nome da instituição. Um grupo enorme de alunos da universidade também confirmou prensença, boatos dizem que estavam juntando dinheiro para comprar o vestido e queimá-lo em praça pública, para dar exemplo e prezar pela moral e os bons costumes nas universidades. Em contraposição, um outro grupo de estudantes, que tomou as dores de Geisy, tirou a roupa do lado de fora do leilão e afirmou que se ficassem com o vestido, o colocariam em um pedestal. Alguns figurinistas e artistas da Globo fizeram questão de resevar seus lugares, para tentar colocar as mãos no vestido, lançá-lo como exclusivo na novela das nove e ditar a próxima moda nas universidades brasileiras. Outra presença ilustre era a das integrantes da grife “Daspu”, que já tinham até anunciado o vestido em suas vitrines, e temiam que aquela “belezinha” caísse em mãos erradas.



O vestido foi vendido por uma micharia de R$ 900.000 para o diretor de cinema Steven Spielberg. O moço veio de longe porque, querendo fazer uma releitura do clássico “A dama de vermelho” e ao mesmo tempo dar continuidade a sua série jurrássica, pensou em usar o vestido nas gravações. A nova produção se chama “O dino de vermelho” e deve chegar as telinhas aqui com um “Special thank to Gleisy” no final dos créditos.

Patricia Rodrigues
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